segunda-feira, 11 de abril de 2011

TRAVESSIA



Levam as estrelas, muitas assim distantes
Armaduras nas jornadas, poucos caminhos
Anunciam tempestades, brilham ouro nas mãos
Trajetória contínua, amantes pagãos

Que assombro este mundo, por vezes fábrica da dor
Atravessam campos e vales, anestesiados em horizontes de cor
Que não se permitam esquecer, a memória não padecerá
Não atormentará o espírito, nem o enlouquecerá

A tudo basta sentir, como ancestrais oportunos
Tal ser primitivo que liberto da clausura descobre o mundo
O sentimento que nos combate é o mesmo que nos avança
Tesouro envolto nas mãos, limiar de pura esperança

Unifica-se o medo, inventam um novo homem
Sempre se perdem sozinhos, anjos caídos de sonhos
Denotam cartas outorgadas ao amor, sentimento secular
Lançam no presente relações perigosas, buscam se encontrar

Até que na travessia confrontam as respostas
Mãos e linhas traçadas, um passado adormecido
Lançados ao único momento que parece novidade
Paiol de sentimentos, uma túnica com magia

Doce transformação que ocorre sob ventos tímidos
Eternidade que permeia e que nos guarda, porque assim somos
Delimita-se novas fronteiras, agregadas à novos acordos
Nada será igual após se entender o caminho


(O.L.)

2 comentários:

  1. Orlando, você voltou!!

    Que prazer imenso ler teus versos. Já te falei que acho teus poemas galácticos e libertos. Em cada linha há tanto a se pensar, pois muito você diz, numa única frase. E todas unidas, narram uma saga de obstáculos e superações.

    Gosto bastante da tua forma de compor. Tens os pés no chão e a mente na constelação.

    Já te coloquei lá favoritos do meu blog, porque desde muitos anos assim tu és. bj

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  2. oi, Orlando!!

    "ventos tímidos"... me trouxeram até aqui, pra conferir se tinha algum poema novo pra eu ler. rs

    saio aventada,... não sem antes deixar-te um beijo e votos de lindas inspirações/!♫

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