sábado, 19 de janeiro de 2008

A ÚLTIMA BATALHA


Aqui estamos, aqui chegamos
Olhamos sozinhos, fracasso por fracasso
Dizemos sempre a mesma coisa
Como se quiséssemos justificar um erro pelo outro

A violência sem medidas denegriu a essência
Tornou o mal, senhor da situação
Viabilizou o medo escancarado
Tornando real o que não sonhávamos existir

Estamos sendo derrotados nesta guerra...
Não é nenhuma novidade
Contar quantos perdemos
Vivermos escondidos dia após dia
Esperando por algo que jamais chegará

Falamos de um futuro melhor, de um doce amanhã
Entretanto, mal sabemos cultivar o hoje
Nos importamos mais com aquilo que não conhecemos
Do que com o que sempre tivemos de bom

Permitimos que falem por nós aos outros
Mas nunca dizem o que devíamos ouvir
Nunca fazem o que mereceríamos receber
Nunca são o que gostaríamos de conhecer

Estão tornando céu e mar vermelhos
Nos oferecendo sempre algo muito ruim
Estão usando a cor bela do amor
Ultrajando sonhos perdidos no caminho
Estão calando a nossa voz
Para que muito em breve
Não possamos ao menos... coexistir

2 comentários:

  1. "Falamos de um futuro melhor, de um doce amanhã
    Entretanto, mal sabemos cultivar o hoje
    Nos importamos mais com aquilo que não conhecemos
    Do que com o que sempre tivemos de bom"

    Muito verdadeiro isso!
    Belo poema, Orlando! Amei!

    Beijos!

    Rosaura Mattos

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  2. "A Última Batalha", bem propício a este momento na minha vida, quando vejo um amigo assassinado por um outro "amigo". Gostei muito da forma que escreve, um dia, peço lincança para publicar no meu cantinho um dos seus textos (com os devidos créditos).
    Abraços e boa semana.
    Tina

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