domingo, 22 de julho de 2007

ALMA ADENTRO


Atravessamos todos esses rios
E nos encontramos ancorados às fronteiras
Mantendo um desejo distante, tocamos ilusões
Petrificados na dor, esquecemos de nos reinventar

Carruagens solitárias entre as estrelas
Caravanas perdidas dentro desse profundo azul
Misteriosos momentos que nos transcorrem
Ao ponto de coexistirmos sozinhos no que era amor

Mercenários de sentimentos, fadados a obscuridades
Não são perigosos, apenas não nos deram as mãos
Ninguém pode nos dizer quantas vezes choraram
Mas podemos, quando desejarem, deixá-los partir

Mantidos sempre nas mesmas células
Nos incluímos no sol de cada manhã
Indagamos no mar todas as verdades esquecidas
Vivendo nas paisagens que passam
Eliminamos nossos medos ao existir

Um comentário:

  1. "Petrificados na dor, esquecemos de nos reinventar" .....muito bom!

    Céu e mar.
    Imensidão azul.
    Seus textos têm muito disso.
    Horizonte, liberdade, infinitude.
    Por isso gosto tanto do
    que você escreve.

    Grande abraço, poeta!!

    Rosaura Mattos

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