domingo, 16 de setembro de 2007

TUDO QUE SEGUE



Ao nascermos, somos lançados
Passamos toda uma vida
Na ânsia de nos encontrar

Fadados a diferentes caminhos
Nos enxergamos sempre sozinhos
Buscamos através de inúmeras tentativas
Desvendar o que é felicidade

Ainda que no mistério das luzes apagadas
Poucos de nós vejamos a grandeza do amor
Somos assim, almas repartidas vislumbrando o todo

Absorvemos nas manhãs o início de tudo
Adentramos na noite, seduzidos pelo novo mundo
Poderíamos ter ido mais longe
Sem ter que nos lamentar
Por não sermos melhores

Tudo segue, mesmo sozinho
A vida continua
E tu saberás para onde partir

terça-feira, 31 de julho de 2007

MISSÕES



Não se perde tempo ao correr
Transfere-se a pressa para o infinito
Convoca-se os solitários a seguirem
Outras estradas, mares esquecidos

Olhando o escondido
Encontra-se o profundo
Outros deuses, outras lendas
Mitos além deste mundo

Mesmo que navegues sozinho
Não há medo, não há limites
O que há em teus sonhos
Segue contigo até o fim

A ti pertence todas as coisas boas
Abomina o mal e liberta-te ao sul
Renova-te nas distâncias
Mesmo que ainda não sejas azul

domingo, 22 de julho de 2007

ALMA ADENTRO


Atravessamos todos esses rios
E nos encontramos ancorados às fronteiras
Mantendo um desejo distante, tocamos ilusões
Petrificados na dor, esquecemos de nos reinventar

Carruagens solitárias entre as estrelas
Caravanas perdidas dentro desse profundo azul
Misteriosos momentos que nos transcorrem
Ao ponto de coexistirmos sozinhos no que era amor

Mercenários de sentimentos, fadados a obscuridades
Não são perigosos, apenas não nos deram as mãos
Ninguém pode nos dizer quantas vezes choraram
Mas podemos, quando desejarem, deixá-los partir

Mantidos sempre nas mesmas células
Nos incluímos no sol de cada manhã
Indagamos no mar todas as verdades esquecidas
Vivendo nas paisagens que passam
Eliminamos nossos medos ao existir

segunda-feira, 9 de abril de 2007

ENTENDER O MUNDO




É preciso entender o mundo
Olhar as pessoas
Ter mais carinho
Vencer a desesperança
É preciso curar as feridas
Tratar estas chagas profundas
Acalmar corações perdidos

Mais do que além, para onde enxergas
É preciso fazer alguma coisa
Não apenas olhar o mar
É necessário mergulhar nele
Sentir que é possível
Trazer a este pequenino mundo azul
Um pouco de bondade
Algumas gotas de paz singela
Mudar o curso da história
Para que vençamos sim
Não apenas no hoje
Mas em tudo que foi lançado desde antes até agora

É preciso mudar as mentes
Para que o mundo seja, de fato, compreendido
É necessário investir na essência humana
Sublinhar as virtudes
Buscar nos ancestrais, o amor à Terra
É preciso viver além do horizonte
Para que se descubra, inegavelmente
Que somos livres como o vento

É preciso tocar as coisas
Adentrar no profundo
Amar, sabendo que o amor liberta
Que cada vida é um acontecimento
É necessário beber dessa água
Para purificar este mundo
Trazer de volta o que é nosso
Pois nós nunca deixamos de ser o que somos

É preciso entender o mundo
Conhecer outras histórias
Perpetuar o original
Manter-se nestas células primitivas
É necessário que a humanidade se supere
Que encontre o meio termo da compreensão
Que vislumbre existir depois da tempestade
Pois sempre há um raio de sol para cada um de nós
No momento seguinte, apenas ser feliz
Sem se esquecer de compreender este mundo

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

SOLAR



Somos nós que navegamos
Desertos em solidão
Universos nas ilusões
Mundos de frustrações

Mas não nos perdemos
Nos é dado tempo
Uma trajetória iluminada
Um caminho a ser traçado

Ainda assim, não sabemos muito
Há inúmeras janelas fechadas
Pontes que nos faltam
Estradas abandonadas

Dentro de nós
Sempre há um sol
Uma esfera brilhante
Esperança que segue adiante

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

POR TUA ETERNIDADE



Eles sempre te deixam em território sagrado
Arrecadando tesouros
Fugindo das tempestades
Embarcando em viagens desconhecidas
Partindo rumo ao que não se conhece
Eles mesmos não sabem

Toda pequena história para o que ama
É transcendental
Florestas em olhos atentos
Desertos que transpassam o coração
Nuvens que perpetuam destinos
Sobre corpos amados que existirão

No ambiente renovado
O amor sempre é uma porta aberta
Uma conhecida promessa
Caminhos iluminados
Para os que amam
A certeza de que sentir é pleno
Desejos que libertam

Por tua felicidade
Ama-se o mundo
Pequenino, frágil, belo
Embarca-se sozinho
Viajante solitário
Sobre montanhas, vales e cidades

Encontramo-nos sempre
Um dentro do outro
E ainda assim
Nos desacreditamos
Deixamos nossos barcos ancorados
Sem que possam ir além
Nesse mar azul de amor

Por tua eternidade
A simplicidade detém o bem
Nada te precede
E nem será como antes
Te deixaram em local sagrado
Estarás tranquila
Viverás além
Do que está dentro de ti
A felicidade é tu mesma