terça-feira, 5 de setembro de 2006

MAGNÂNIMO


Magnânimo é amar primeiro
Amor ligeiro, sem fronteiras
Lapidado em instantes, no mar profundo
Um azul imenso, grande sentimento

Viver por terceiros é causa nobre
Amor primário, sem retalhos
Cura feridas, fecha cicatrizes
É tempo válido, jamais perdido

Achar-se ilhado num mundo rápido
Amor solitário, não sobrevive
Desconhece-se a causa
Mas continua a existir, no intuitivo

Pleno é vir depois
Amor maduro, a existência o molda
Traz consigo todas as memórias
Um acúmulo de vivência, de esperança

Magnânimo é ser igual, vivendo diferente
Amor coletivo, contagia os esquecidos
Avisando ao mundo que o bem é possível
E que o mal, o bom combate um dia o curará

Um comentário:

  1. "Pleno é vir depois
    Amor maduro, a existência o molda
    Traz consigo doces lembranças
    E pode ser um marco para o que se muda agora"

    Não dá pra deixar de registrar a minha surpresa e a minha admiração(sempre) diante de cada texto e de cada poesia nova.
    Cada vez mais seguro ,mais maduro e mais bonito!
    Beijux, poeta!

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