segunda-feira, 1 de maio de 2006

COMPREENSÃO


Não há convites para o deserto
Nem tão pouco se deserdam almas nostálgicas
É um caminho estreito que se trilha
Um fio do nada entrelaçado no que se sonhou

Quando se acorda na realidade possível
Alimenta-se diariamente a esperança
Pedindo, sem saber, que o tempo dure o bastante
Que não haja impiedade em sua passagem

E ao deduzir pequenos manuscritos do viver
Renova-se o pensar em um mar de novidades
Que sugere o passo adiante, a próxima porta a abrir
Mesmo que a chave dela não esteja em tuas mãos

Nada nos torna unidos sem que queiramos
É uma seqüência de ações voluntárias na dimensão do todo
Permitindo poder dialogar um pouco sobre tão antigas coisas
Mas que valem tanto para o surgimento de outras

É libertário entender tão delicadas ações
Sendo necessário estar receptivo ao que cerca
Sem que as alianças se rompam
É primordial que existam

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