domingo, 12 de fevereiro de 2006

Profundo


Há liberdade além do azul
Inúmeras pontes que transcendem o que é céu
Oceano como espelho, pintura ao entardecer
Mudanças detalhadas sobre ondas

Pedaço do que se contém
Desenhado em um círculo de paixão nova
Desejar o vermelho, o querer tão vivo
Penetrante, mais que etéreo no simples colorir

São novos desejos que se desmistificam
Novas entradas para mundos longíquos
Qualquer solo é habitat para o que ilumina
Poderosos faróis em pequenas ilhas

Há profundidade naquilo que não me pertence
Torna-se viável o que quero depois
Um conjunto de palavras anteriormente ditas
Tão densas e conectadas como a própria existência

Leva-se um pouco de mim em cada poema
Não há como não me tornar híbrido
É uma projeção daquilo que sonho
Tocando com meus olhos aquilo que desejo
A razão de existir é profundo

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