segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Definitivo


Aí está o que as pessoas dizem umas as outras
Sem que ocorram tantos intermédios, poucos detalhes
Nada é prerrogativa ao que sucede
Nem é estimulante para que aconteça depois

É uma onda sucessiva de diagramas naturais
Que privilegiam os que andam em terrenos novos
Sem que se percam de si mesmos na curva adiante
O que os esperam apenas é decifrado no eldorado do amanhã

Pois de fato, a realidade detém todas as instâncias
E não é uma falha percorrer este caminho
Sustentado em vislumbres, em verdades desconhecidas
Há um pouco de nós em cada um dos olhos que nos vêem

É a troca de movimentos, a possibilidade de refletir
Comparado a uma premissa, pode-se dizer que é uma projeção
Apenas enxergar o outro, mesmo que à distância maior
E é desse ponto inicial que se desencadeia o que é desconhecido

A alma humana é um labirinto escondido em meio ao nada
Ilesa de qualquer interferência do tempo ou do tudo
Que nos modifica a cada passagem, a cada momento
Nos reintegra, nos conecta aos demais que nos completam

Para que saibamos que nunca estamos sós em estágio algum
Pois a maior das verdades que se pode descobrir nessa interação
É que escolhemos seguir caminhos ao longo da existência
Para que assim possamos colorir outros destinos

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