terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Mediterrâneo



Eu não estarei só, mesmo que perdido em distâncias
Conduzido aos campos longíquos de gramas verdejantes
Inserido em amplos jardins, repletos de flores novas
Desbravando terras amenas de borboletas perfeitas

Caminhando em linha reta, não conhecerei a curva
Nem deixarei para trás pequenos passos
Onde se apresenta aquilo que não é tão necessário
Dirão a mim que é além do horizonte

E o que sinto como retardo, como o que vem depois
É apenas o retorno daquilo que antes senti
E que vem como novidade, como resposta possível
Em um espelho doce, em um mar de imensidão azul

E o dilema de não estar só após tanta jornada
É de apenas entender a confecção de tudo
Uma avalanche de ações existenciais que nos projetam além
Pois nada nos proíbe de realizar o próximo passo

E não se detém o que se enxerga depois
É uma chama eterna, uma possibilidade maior
Onde se pode diferenciar cada parte perdida
Trazendo então a tona o que ilumina, apenas luz

Nenhum comentário:

Postar um comentário