terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Mediterrâneo



Eu não estarei só, mesmo que perdido em distâncias
Conduzido aos campos longíquos de gramas verdejantes
Inserido em amplos jardins, repletos de flores novas
Desbravando terras amenas de borboletas perfeitas

Caminhando em linha reta, não conhecerei a curva
Nem deixarei para trás pequenos passos
Onde se apresenta aquilo que não é tão necessário
Dirão a mim que é além do horizonte

E o que sinto como retardo, como o que vem depois
É apenas o retorno daquilo que antes senti
E que vem como novidade, como resposta possível
Em um espelho doce, em um mar de imensidão azul

E o dilema de não estar só após tanta jornada
É de apenas entender a confecção de tudo
Uma avalanche de ações existenciais que nos projetam além
Pois nada nos proíbe de realizar o próximo passo

E não se detém o que se enxerga depois
É uma chama eterna, uma possibilidade maior
Onde se pode diferenciar cada parte perdida
Trazendo então a tona o que ilumina, apenas luz

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Ações


Posicione sobre teu peito a ânsia que sentes
Liberta-te daquilo que te faz estar angustiada
Usa de caminhos que te levem além daqui
Entenderás porque tem de ser assim

Não te apresses em terminar de construir o bem
É um edifício inacabável, andar sobre andar de bondade
E sabes que mesmo que te digam ao contrário
Algo em ti faz com que continues sempre

Não permitas que o que há dentro de ti se perca
Sabes que sempre há justiça em nós mesmos
É a esperança diária daquilo que cremos para o mundo
Um acúmulo de aspirações sob um tempo esquecido

Não há insanidade na prática do bem
Nada se detém para aquilo que enxergamos
Um carrosel de infinitas voltas para tudo que nos cerca
O pedaço do todo, uma segunda mensagem

Daqui, de onde se parte rumo à trajetória
Existem muitas linhas recortadas
Mas são apenas cinco passos que viabilizam a jornada
Depois disso, saberás que é tu mesma que desenhas o traçado