segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Mesmo


E agora que se encerra, que há um desfecho
Onde uma parte que era a metade
E a outra que era o começo
Reintegra-se o consôlo, mas se perdem de si mesmos

Um dia após o outro dizem que é o remédio
E como se altas doses fizessem efeito
Sugerem novas tentativas, novos quereres
Mas não entendem que o fato novo é sempre o mesmo

E assim que se percebe, que a distância é maior do que estar
Preferem seguir caminhos que não são compartilhados
E convidam um ao outro a se permitirem ser solitários
Mas não compreendem que ainda estão interligados

Neste ambiente que se segue, que se vê
Deturpa-se o sorriso, inibe-se o querer
Para que se preserve o outro, retiram as algemas
E a liberdade de quem se ama é oceano de águas plenas

Um comentário:

  1. Que belo poema... maravilhosa linguagem. Muito bom seu site. Parabéns!!! Um abraço.

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