terça-feira, 8 de novembro de 2005

Quando Se Revelam


Não será esquecendo o que vivi, que acharei a cura
Nenhuma doce novidade é maior do que aquilo que é conhecido
Nada é somente secundário, quando se acham novas coisas
Nem se tornam essencialmente valiosos por apenas serem mais raros

É inconsistente pensar que o novo vem a galope
E que todas as respostas nele são encontradas
Ou que então em ambiente neutro faça-se luz
Mesmo que não sirva para iluminar obscuridades

Quando se revela a parte íntima de nós, tudo fica posterior
Não por se tornar um referencial, mas por se permitir avançar
Pois tais revelações, nós mesmos nunca as conhecemos
Mas permitimos que elas existam para que nos mostrem os dois lados

Pois há um lado criado em cada um de nós ao longo da jornada
Que não nos permite viver o outro, como numa simbiose de dualidades
E que pouco nos amendrontam, por saber que quando se revelam
Nossos sentimentos viram novidades e ainda não nos achamos felizes

É um diagrama especial, a nossa sensibilidade à mudanças
A nossa preparação ao que é vertical do lado oposto
E que não se associa ao fim de nada, pois não há fim nas descobertas
O que se revela aqui, são apenas fatos latentes

Quando se faz uso, é necessário enxergar a totalidade disto
Como uma profecia, de caminhar em terreno desconhecido
Sabendo que o porto seguro é mais a frente
Isso é revelado... quando se detém o novo

E como é notório vivermos anestesiados em pedaços de luz
Não nos damos contas que as revelações são apenas manuscritos
Onde cada um de nós pode as ler de forma perfeita
E a novidade de tudo isto, é um presente que o destino nos dá

Uma consistente verdade de acontecimentos que nos renovam
E nos permeabilizam de inúmeras novas sensações
Que nos projetam rumo ao posterior de nós mesmos
E tudo que nos cerca ou é nosso fica mais belo e maior

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