domingo, 27 de novembro de 2005

Plenitude


Dividido em situações opostas
Nesta época em que me surgem
Onde nada é instante, nem longíquo
É a textura da foto que se perde

E o que paira como sentimento admirável
É uma imagem distante daquilo que se toca
Como uma novidade, algo irremediável
Deveras que por perto há antídoto

E a gota de uma lágrima perdida
Forma um mar que não conhecemos
Com correntes de eternidade sobre desejos
E ondas iluminadas em doce vislumbre

Não há e nem pode haver certeza maior
De que onde a flecha possa alcançar
É lá que eu dêvo estar em algum tempo
Decidido a transpassar o que é horizonte

Peregrinando por terras distantes
Chegarei a sublime conclusão
De que o amor não é o que se pensa
É apenas um pedaço de esperança

E após isso, estarei completo...

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