terça-feira, 4 de outubro de 2005

Alma Aberta


De tudo aquilo que eu quis ou que me foi vendido
No compasso da simples forma com que se apresentam
Não são virtuosos em sua essência restrita
E nem são intocáveis por apenas se dizerem puros

Denominam que a existência é o retrato fiel da escolha
Publicam em finos argumentos que a natureza humana é peculiar
Como se validasse reinvindicar ao outro, o que é dele de direito
Nada mais natural, se eleger como detentor de toda a sabedoria

Como nem tudo é permeável e nem toda matéria é uniforme
Degenera-se a aquiescência daqueles que divagam assim
Não porque querem o domínio daquilo que é absoluto
Todavia o absoluto é o próprio sentimento coletivo

Induzido por estradas afluentes que surgem
Desvia-se a caminhada permitindo-se viajar por estações
Desenhando uma nova forma de ser em todo aspecto de estar feliz
Como uma tenra camada de areia, suspensa em desertos de nós mesmos

E nessa sequência de acontecimentos constrói-se alicerces
Que valem muito mais do que as casas que nos protegem

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