sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Tuas Coisas


Teus dias serão para sempre
Como projetos de uma vida inteira
Tuas histórias serão perpetuadas
Como capítulos de um livro contínuo

Tua passagem não será lembrada
Pois você por mim jamais será esquecida
Tua beleza não é aquela que todos julgam conhecer
Mas é a que eu observo e desenho sob formas

Teu amor é inatingível
Me contento em ceder territórios de sentimentos para você
Tua vida, eu desejo viver por dentro dela
A fim de coexistir na plenitude por completo

Teus desejos são como ilhas
Envoltas por um mar de calmaria
E a maré do amar sabe como manter o nível de acesso até você

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Além do Amar


Quem sabe nas terceiras instâncias
Em que o vinho tenro e a alma torpe
Revigora a vontade de estar ainda aqui

Na ânsia de querer mais do que alento
Renega-se o fardo que vem alado
E mergulha-se no novo que vem com o tempo

Na insistência de amar no agora
Cauteriza-se a certeza de viver somente doçuras
Mesmo que a partilha não seja a tua

E embebido em mares de sentimentos mil
Advoga-se a esperança do amor eterno
E se descobre que o talento do amar
É mais duro do que suave, e mesmo assim,
Jamais o deixamos de querer tocar
E desejamos desejar...

Alma Aberta


De tudo aquilo que eu quis ou que me foi vendido
No compasso da simples forma com que se apresentam
Não são virtuosos em sua essência restrita
E nem são intocáveis por apenas se dizerem puros

Denominam que a existência é o retrato fiel da escolha
Publicam em finos argumentos que a natureza humana é peculiar
Como se validasse reinvindicar ao outro, o que é dele de direito
Nada mais natural, se eleger como detentor de toda a sabedoria

Como nem tudo é permeável e nem toda matéria é uniforme
Degenera-se a aquiescência daqueles que divagam assim
Não porque querem o domínio daquilo que é absoluto
Todavia o absoluto é o próprio sentimento coletivo

Induzido por estradas afluentes que surgem
Desvia-se a caminhada permitindo-se viajar por estações
Desenhando uma nova forma de ser em todo aspecto de estar feliz
Como uma tenra camada de areia, suspensa em desertos de nós mesmos

E nessa sequência de acontecimentos constrói-se alicerces
Que valem muito mais do que as casas que nos protegem

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Mergulho


Deixa que o tempo seja nulo
Que a história fale do que foi absurdo
E o que achamos transpasse os muros
Pois jamais fomos mudos

Caminhemos sem passos largos
Levemos aqueles que precisam em nossos braços
Preferindo a simplicidade do contato
Tão nobre ato que deveria existir de fato

Viabilizar a diminuição da dor
Provocar a epidemia do que contenha verdadeiro valor
Disseminar a transferência de existencial amor

Querer a chave do escondido
Decifrar qualquer dilema obscuro
Basta apenas que você se projete em um simples mergulho