segunda-feira, 25 de julho de 2005

PÓLO NORTE


Revelo a mim mesmo a esperança
Parto numa direção oposta ao destino
E busco em outros sorrisos a paz que me falta
Abstraio-me como espíritos que vagam até a "sala principal"

Navego em coloridas luzes daquilo que nos iluminam
Como um auxílio, se deixar ir aonde se deve
Nada mais desejado do que partir assim, estar indo
Em um desejo de poder estar, não acima dos outros
Mas de apenas realizar o mais doce dos anseios, voar ao longe

Percorrer a trajetória desconhecida
Lembrar de que para existir após a tormenta
É necessário pelo menos uma vez na existência
Navegar sozinho em um mar revolto

Não me admira que eu já tenha escrito cartas sem destinatário
Elas estão aonde devem estar, pois se nunca eu as enviei
É porque aguardo o dia em que eu mesmo
Levarei simples mensagens a quem precisa somente ouvir
E sei, intuitivamente, que há pessoas necessitando todos os dias
De poucas palavras para fazer a diferença em um mundo esquecido

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