terça-feira, 26 de julho de 2005

MELANCOLIA


Eterna rotina, nosso presente
Fuga impossível, é o grito preso da liberdade
Amor impiedoso, aquele que existe, mas não acontece
Sensações únicas, o vento, o mar agindo no horizonte que jamais desvendamos
Infinita, a busca pelo desconhecido
Desprezo, o que aprendemos a sentir pelo próximo
Metade, o que não falta, apenas pode ser o complemento
Histórias, aquelas que não contamos
Sentimentos, não procuramos senti-los, apenas os observamos
Pessoas, existem como protótipos, como projetos
Mulheres, seres misteriosos que nos acolhem e nos mudam para sempre
Homens, tão sós e tão perdidos
Ausência, quando insistimos em nos manter em mundos ilusórios
Viagem, lugares desconhecidos para os nossos corpos, mas não para os nossos espíritos
Repentina, a ânsia de viver com intensidade o lado já conhecido
Descoberta, o passo gigante para as revoluções
Preconceito, a parte pobre e obscura da alma humana
Enigma, o futuro próximo desvendará
Magia, o brilho nos olhos de quem ainda acredita
Falha, o esquecimento dos homens para com o Divino Criador
Ilha, a solidão em um mundo tão povoado
Inconsciente, tudo que não nos faz unidos
Incompreensível, as guerras existentes
Limite, o desempenho da humanidade
Sistema, regras que nos aprisionam
Caminhada, longa estrada que seguimos com incerteza
Morte, o início de uma nova jornada
Nostalgia, o fracasso das relações
Labirinto, os impulsos da busca incessante por respostas
Justiça, até quando seremos feridos
Destino, tentemos mudá-lo para que tudo que nos cerca seja mais puro e livre

2 comentários:

  1. No abismo das palavras
    reminiscências e
    perguntas ...
    A melancolia do poeta abarca todas elas e ninguém nunca responde.

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  2. Também me sinto só e perdida às vezes.

    Sua melancolia independe de você sanar, então a aflição se eternizará nesse belo poema. Mas existe um exército com você, que não versa como seus versos, mas bebe de suas palavras e se refresca com elas.

    Parabéns! Um abraço!

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